Bom sono é aliado contra obesidade infantil


Eles são fofinhos, cheios de dobrinhas e nos deixam com uma vontade imensa de apertá-los. É comum que muitos bebês e crianças com essas características sejam vistos como fortes ou saudáveis. Mas, nem sempre toda essa fofura é sinônimo de saúde de qualidade. Afinal, o excesso de peso nessa idade pode sinalizar um grave problema: a obesidade infantil.Bom sono é aliado contra obesidade infantil


A obesidade infantil já é considerada o distúrbio nutricional mais comum na infância podendo trazer sérios riscos à saúde dos pequenos. Dentre as principais problemas estão as doenças respiratórias, ortopédicas, colesterol e triglicerídeos elevados, hipertensão arterial e até mesmo o diabetes tipo 2. E qual seria então, o motivo que tem levado muitas crianças a ficarem acima do peso?
As causas são as mais variadas possíveis. Dentre as principais estão predisposição genética, alimentação pouco saudável e rotina sedentária, que inclui várias horas diante da TV ou do computador. Bebês que tem pais com peso acima do normal possuem maiores chances de também tornarem-se obesos.
Além disso, o ganho excessivo de peso da mãe durante a gestação e a diabetes também aumentam as chances de o filho nascer acima do peso indicado. A alimentação inadequada repleta de guloseimas calóricas, o consumo excessivo de doces ou refringentes, a falta de exercícios físicos e as extensas horas diante de aparelhos eletrônicos têm sido fatores predeterminantes à obesidade infantil.

Como prevenir os pequenos na luta contra a balança
“A prevenção da obesidade infantil pode começar com a introdução de bons hábitos alimentares, o estímulo aos exercícios físicos e brincadeiras que gastem bastante energia e o consumo de alimentos com baixo teor de gordura. Além disso, o sono também pode ser um importante aliado”, destaca a Consultora do Sono da Duoflex, Renata Federighi.
Um experimento do Centro de Pesquisas de Obesidade e Educação da Universidade de Brown, nos Estados Unidos, avaliou duas semanas de sono de 37 crianças. Na primeira semana, a proposta era dormir exatamente como faziam em casa. Na segunda, o sono seria regulado para mais ou para menos horas, de acordo com as necessidades do voluntário. A pesquisa concluiu que quando eles descansavam por mais tempo, ingeriam, em média, 134 calorias a menos por dia, além de apresentar peso inferior.
RENATA TAMBÉM EXPLICA QUE PESSOAS QUE PERMANECEM ACORDADAS POR PERÍODOS SUPERIORES AO RECOMENDADO PELOS ESPECIALISTAS, PRODUZEM MENORES QUANTIDADES DE leptina – HORMÔNIO CAPAZ DE CONTROLAR A SENSAÇÃO DE SACIEDADE. “O SONO ESTÁ INTRINSECAMENTE RELACIONADO AOS FATORES PREVENTIVOS DA OBESIDADE, ALÉM DE SER ESSENCIAL PARA O EQUILÍBRIO DE TODAS AS FUNÇÕES FISIOLÓGICAS E PSICOLÓGICAS DO ORGANISMO. A PRIVAÇÃO DO SONO É UM FATOR QUE PODE INFLUENCIAR NA ATIVIDADE METABÓLICA DO SER HUMANO, AFINAL, ENQUANTO DORMIMOS, OS NÍVEIS DE LEPTINA AUMENTAM, SINALIZANDO QUE TEMOS ENERGIA SUFICIENTE PARA O MOMENTO. E NA PRIVAÇÃO DO DESCANSO, OS NÍVEIS DESSE HORMÔNIO DIMINUEM E O CORPO SENTE NECESSIDADE DE INGERIR MAIORES QUANTIDADES DE CARBOIDRATOS, AUMENTANDO O ARMAZENAMENTO DE CALORIAS”, EXPLICA.
Além da leptina, durante a noite acontece a troca e a regeneração celulares, com a liberação do Hormônio do Crescimento (GH), que ocorre principalmente nas fases mais profundas do descanso e dentre outras funções, ajuda a manter o tônus muscular, evita o acúmulo de gorduras e melhora o desempenho físico.  O sono reequilibra o organismo produzindo também, a serotonina, o hormônio responsável pela sensação de prazer, e impedindo a acumulação de cortisol, que melhora o humor e a boa disposição.
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