Mapeamento Genético 30% dos pacientes com câncer de pulmão


30% dos pacientes com câncer de pulmão devem fazer mapeamento genético
O exame aplicado na rede pública poderia contribuir com a identificação precoce da doença

Apesar do câncer ser uma doença extremamente temida, hoje a medicina conta com vários recursos no combate à doença, utilizados de acordo com o estágio e tipo de tumor, além do perfil de cada paciente. 
No caso do câncer de pulmão, cerca de 30% dos diagnósticos estão relacionados a mutações ou alterações genéticas do tipo IGFR e translocação de Alk para a doença. E, de acordo com especialista, essas alterações em uma melhor resposta com a utilização de terapias-alvo no tratamento do tumor. 
“Nesses casos, temos a opção de utilizar comprimidos que controlam muito mais a doença do que a quimioterapia convencional. Assim atacamos diretamente as células cancerígenas”, explica o oncologista Marcelo Cruz. 
A terapia-alvo tem sido um grande avanço para o tratamento do câncer na última década junto ao desenvolvimento da imunoterapia, que também apresenta maior eficiência contra o câncer. Além de atingir de modo mais assertivo as células doentes, tem um quadro reduzido de efeitos colaterais, com sintomas que variam entre reações cutâneas (vermelhidão) e alteração do intestino (diarreia). O Dr. Marcelo Cruz afirma que todos se apresentam de uma forma muito discreta e totalmente controláveis pelo médico.  
Mapeamento genético
A partir da indicação do especialista, devem ser feitos testes durante a biópsia para identificar possíveis danos no DNA do paciente. O diagnóstico correto pode influenciar na escolha do tratamento, como é o caso das alterações de IGFR e da translocação de Alk.   
Também já está em debate a aplicação do exame que detecta mutações genéticas nos genes BRCA1 e BRCA2, responsáveis pela supressão de tumores na mama e ovário. A indicação é de que os testes sejam feitos em pacientes com histórico familiar de um dos dois tipos de cânceres.  
De acordo com pesquisa, os genes BRCA1 e BRCA2 estão associados ao aparecimento destes cânceres e o exame aplicado na rede pública poderia identificar precocemente a doença. O pedido de inclusão foi entregue no início de abril pelo deputado estadual José Domingos (PSD) à Secretaria de Estado da Saúde do Mato Grosso para análise.   
 Fonte: Secretaria de Estado da Saúde do Mato Grosso