O GRUPO PEROLAS ROSAS

Wladja, Paola, Ana, Aline, Pliciane, Alyne, Rilvia
Oferecer apoio emocional e informativo por meio de troca de experiências a mulheres que estejam enfrentando o diagnostico de câncer de mama é o objetivo de um grupo de amigas que também passaram pelo mesmo momento e resolveram se unir em prol dessa causa criando o grupo PEROLAS ROSAS. Desde o inicio do ano, que o grupo de amigas iniciou a troca de experiências por meio de grupos virtuais e encontros para dividir suas duvidas e anseios. Atualmente o grupo também usa pagina no Facebook e Instagram com mensagens de apoio, fotos e dicas. Uma forma de levar conforto para quem também está passando pelo processo.
A psicóloga Aline de Moraes, 36 anos que descobriu em 2011 que estava com câncer de mama relata a importância de ser acolhida nesse momento do diagnostico:
– Ter um espaço de apoio e acolhimento nesse momento do diagnostico e poder trocar experiências parecidas é muito importante. Desde o diagnóstico e durante o tratamento o processo é longo e as perdas são significativas, ter esse espaço e essa troca com pessoas que vivenciam o mesmo momento nos ajudam a elaborar muitas questões.
Nos encontros do dia a dia em meio a consultas elas se conheceram e chegaram a um grupo virtual que começou a tomar forma no primeiro semestre desse ano. A experiência em redes sociais de uma das participantes do grupo, Rilvia Saraiva, 34 anos, Professora Universitária, que recebeu seu diagnóstico em 2014, contribuiu para que o grupo se fortalecesse e fosse além dos contatos virtuais:
– Para não me sentir sozinha durante o tratamento resolvi compartilhar tudo que estava acontecendo comigo através de uma fanpage:cancerdemamanaotemidade. Era uma forma de contar para os meus amigos todos de uma vez, era uma maneira de evitar a cara de espanto quando as pessoas me vissem a primeira vez careca e de quebra eu queria alertar outras mulheres jovens de que SIM é possível ter câncer de mama antes dos 35 anos. Eu que pensava em ajudar as pessoas, passei a ser cuidada mesmo que virtualmente. Conheci várias mulheres jovens iguais a mim, algumas até mais jovens e sem nenhum caso de câncer na família. Comecei a me comunicar com elas e dividir informações, duvidas, angustia e dicas de como passar pelo tratamento de forma mais tranquila e bem humorada.
Receber depoimentos de que é possível SIM passar por tudo de uma forma mais leve estimula as jovens mulheres. Depoimentos relatam como foi a busca e como o grupo ajuda nesse momento: Caso de Wladja Gadelha, 38anos, Bancária, diagnosticada em 2013:
– Quando descobri o câncer de mama, minha primeira atitude foi procurar mulheres que tivessem passado pelo que eu estava passando e pudessem me explicar sobre o tratamento. Descobrir o grupo foi uma sensação de felicidade sem tamanho, pois fui acolhida e passei a conviver com mulheres que entendem minhas angústias e medos.
São Muitos os medos e as dúvidas e nada melhor que partilhar esses momentos com quem também tem os mesmos sentimentos: Alyne Valentim, 37, contadora, também relata:
_ Me senti compreendida.  Com a sensação de saber que tudo que eu falava a respeito do que eu estava sentindo em relação ao câncer alguém me compreendia exatamente.  Além de ter me sentindo muito acolhida e amada. Senti um elo de energia e missão que nos envolve o que me causou bastante entusiasmo pela vida
Ter um espaço de informações e descontração faz com que elas se sintam acolhidas e mais leves para o enfrentamento da doença. Pliciane Bravo, 41anos, Coordenadora Comercial relata:
–Descobri o câncer em 2014. Depois de todo o tratamento, é hora de cuidar do psicológico, e de cuidar dos medos que rondam o seu dia. Os encontros com o grupo representam para mim uma terapia, poder dividir as emoções sabendo que você não está sozinha é sair de alma leve e renovada.
Os encontros são realizados as quintas feira no Instituto Roda da vida, fundado pela Dra. Paola Torres que apoia a causa e cede o espaço para momentos de descontração, troca de experiência e iniciativas de acolhimento para novas participantes que buscam apoio.
Ana França, 37, Servidora publica foi diagnosticada em 2014, fala da importância do grupo em meio ao seu tratamento que ainda esta realizando:
– Ter familiares e amigos por perto é maravilhoso durante o tratamento, me senti amada, afagada, apoiada, mimada rsrs, mas como o tratamento é longo e os medos e os anseios só sabe quem sente, vi que ficava mais fácil trocar experiências emocionais com as pessoas que vivenciam ou vivenciaram o Nesse sentido, o PEROLAS ROSAS, inclui momento educativo/informativo e divertido com encontros, atividades de amor ao próximo, e assim, vai se construindo um local de apoio que leva as jovens mulheres a uma maior aceitação do tratamento bem como uma proposta de melhor qualidade de vida nesse momento mesmo que desafiador.