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Fotógrafa detecta caso de Retinoblastoma em criança.


Fotógrafa detecta caso de Retinoblastoma em criança.

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Normalmente, o médico que descobre quando alguém está doente. No caso de Nilda Alves de Oliveira, mãe de Luan Alves de Oliveira, foi a fotógrafa quem sinalizou que algo não andava bem com a criança. Quando chegou ao médico, Luan foi diagnosticado com câncer nos olhos, também conhecido como retinoblastoma, um tumor na retina que afeta cerca de 400 crianças anualmente no Brasil entre 0 e 5 anos de idade. Em casos de diagnóstico precoce, a probabilidade de cura chega em 90%.
Quando Luan tinha apenas cinco meses, sua mãe resolveu fazer um ensaio de fotos em um estúdio. Levou o seu bebê para ser fotografado e, quando voltou para buscar as fotos, a fotógrafa comentou que havia algo errado com os olhos da criança que deveria ser levada ao pediatra com urgência. Dona Nilda pensou que os olhos do filho estavam estranhos porque ele tinha chorado e estava com sono, mas a fotógrafa alertou que aquela mancha nos olhos do garoto era um problema.
De fato, uma foto pode dizer muito sobre a saúde dos olhos de uma criança. No entanto, é preciso diagnosticar um câncer antes mesmo de ele ser visível desta forma. No caso de Luan, o câncer não estava no estágio avançado, mas também não estava na sua etapa inicial.
A mãe contou que logo após o alerta da fotógrafa, levou o filho ao pediatra da própria cidade, Nova Serrana (MG), que indicou que ela procurasse imediatamente um especialista de oncologia para a criança, pois o caso era grave.
Luan foi encaminhado para a Santa Casa de Belo Horizonte, onde começou a ser tratado pelos especialistas que tranquilizaram a Dona Nilda sobre a doença do seu filho. A mãe do garoto, conta que o médico comentou sobre a possibilidade de ter que retirar o olho do garoto para impedir o avanço da doença.
O tratamento começou com a quimioterapia, mas infelizmente o problema não foi resolvido e Luan, na época com um ano e dez meses, foi submetido à cirurgia de extração do olho afetado.
O caso de Luan ainda foi mais complicado, os médicos logo descobriram que o câncer tinha se espalhado para o outro olho que não estava afetado (algo raro nesse tipo de doença), logo após o diagnóstico, Luan começou um tratamento a cada três semanas e logo foi encaminhado para São Paulo.
Com apoio da Tucca, o garoto, com cinco anos na época, ia esporadicamente para São Paulo, para um tratamento mais agressivo. E o tumor desapareceu.
Por precaução, Luan faz acompanhamento trimestral em São Paulo e Belo Horizonte. Hoje com sete anos, a mãe comenta que ele nunca reclamou da doença que teve.
De fato, o oncologista explica que o retinoblastoma não provoca dor, mesmo durante o tratamento. O câncer, se não tratado, pode evoluir, sair do olho e causar problemas mais sérios ainda do que a perda de visão.