NOTA DE ESCLARECIMENTO – ANTICONCEPCIONAL E TROMBOSE


















NOTA DE ESCLARECIMENTO – ANTICONCEPCIONAL E TROMBOSE

Diante das recentes notícias veiculadas sobre segurança da pílula anticoncepcional, a Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig) esclarece que, assim como todo medicamento aprovado pelos órgãos reguladores, a pílula já foi testada e aprovada.
A pílula anticoncepcional é o método contraceptivo mais utilizado no mundo. O contraceptivo oral é uma forma reversível de controle de natalidade que preserva a fertilidade da mulher, mesmo após longos períodos de utilização. Além da prevenção da gravidez não planejada, as pílulas anticoncepcionais também podem oferecer benefícios como: redução da incidência do câncer de mama, alívio dos sintomas da TPM, tratamento da síndrome dos ovários policísticos, diminuição da oleosidade da pele e do cabelo, redução da cólica e do fluxo menstrual excessivo e também a diminuição da retenção de líquido, inchaço e o aumento de peso.
De modo geral, os hormônios presentes no contraceptivo oral agem de forma positiva no organismo feminino, no entanto, é essencial que seja observado o perfil de cada paciente. Embora raras, as complicações cardiovasculares podem ocorrer. Como todo medicamento, a pílula também pode estar associada a riscos e efeitos colaterais indesejados.
A frequência de diagnóstico de tromboembolismo venoso varia entre oito e 10 por 10.000 mulheres por ano que utilizam pílulas anticoncepcionais combinadas de baixa dosagem. Dados mais recentes sugerem que a frequência de diagnóstico de tromboembolismo é de aproximadamente 4,4 por 10.000 mulheres por ano não usuárias de pílulas anticoncepcionais e não grávidas. Essa faixa está entre 20 a 30 por 10.000 mulheres grávidas ou no pós-parto O risco aumentado do Tromboembolismo venoso (TEV) associado ao uso de Contraceptivo oral combinado (COV) é atribuído ao componente estrogênico.
O ideal é que as mulheres que possuem histórico de trombose, hipertensão, câncer de mama e diabetes na família informem essa condição ao ginecologista antes de dar início ao uso para evitar futuros problemas. Vale lembrar, que as pessoas preocupadas com a possibilidade de complicações não devem interromper o uso antes de conversar com médico para orientá-la bem sobre os riscos e benefícios da pílula. Todo anticoncepcional deve ser prescrito e indicada por um médico e deve ter um controle periódico.
O critério mais importante para a escolha ou eleição de um método anticoncepcional é a opção feita pela usuária. A pílula representa um dos grandes avanços da medicina e possibilitou uma verdadeira revolução no papel da mulher em nossa sociedade. Cada mulher é única e, por isso, cada experiência com o uso do medicamento também. O primeiro passo para melhorar a contracepção consiste na individualização e na escolha do método contraceptivo específico para cada organismo. O ginecologista ajuda as mulheres a pensarem no método com base na sua realidade, nas suas necessidades e preocupações.