PSA E RISCO DE CÂNCER DE PRÓSTATA

voc_medico_paciente_medicamentos





Um estudo sueco já sugeria que o nível de antígeno prostático específico (PSA) na meia-idade poderia prever o risco de morte por câncer de próstata. Agora, uma pesquisa realizada pela Harvard Medical School confirma o achado e amplia as evidências, mostrando que acompanhar os níveis de PSA em homens na meia-idade pode ajudar a identificar aqueles que estão em maior risco e precisam ser monitorados mais de perto.

Veja também: Dr. Fernando Maluf explica tudo sobre o câncer de próstata

Os pesquisadores utilizaram dados do Estudo da Saúde dos Médicos, o Physicians’ Health Study (PHS), uma ampla investigação que considerou 22.071 indivíduos. O PHS começou em 1982 e parte dos médicos forneceu amostras de sangue e informações para embasar o estudo sobre o PSA, que foi conduzido ao longo de 30 anos. A partir de informações de 234 homens diagnosticados com câncer de próstata, incluindo 60 que desenvolveram câncer de próstata letal e 711 controles, todos entre 40 e 59 anos de idade no início do estudo, a equipe de pesquisa correlacionou os resultados ao longo do tempo com os níveis do PSA de base.

Os dados finais foram publicados em junho no Journal of clinical Oncology e indicam que esta única amostra do nível de PSA coletada na meia-idade foi capaz de prever com precisão o risco futuro de desenvolver câncer de próstata. Dos casos de câncer de próstata letal, 82%, 71% e 86% ocorreram em homens com PSA de base acima da mediana (acima de 1,0 ng / ml) na faixa etária de 40 -49, 50-54 e 55-59, respectivamente. O estudo também identificou que os homens que tinham um PSA abaixo da mediana (<1,0 ng / ml) aos 60 anos não foram suscetíveis de desenvolver câncer de próstata letal no futuro.

Para os autores, esses achados devem embasar estratégias de triagem por estratificação de risco e ser considerados em homens de 45 a 59 anos de idade. “São dados consistentes, que mostram como os níveis de PSA em homens jovens são fortes preditores de um futuro câncer de próstata agressivo, independentemente de raça ou história familiar”, avalia o oncologista Fernando Cotait Maluf, do Centro Oncológico Antonio Ermírio de Moraes (COAEM) da Beneficência Portuguesa de São Paulo e do Centro de Oncologia e Hematologia Família Dayan – Daycoval, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Referências:

Baseline Prostate-Specific Antigen Levels in Midlife Predict Lethal Prostate Cancer

Mark A. Preston et al