Aula de dança para terceira idade alia ginástica, coordenação e exercício da memória

Aula de dança para terceira idade alia ginástica, coordenação e exercício da memória


Quando somos jovens fazemos exercício para ter um corpo bonito. Ao envelhecermos, a gente se movimenta para ter um corpo sadio". Com essa filosofia, a professora de Educação Física Maria Alice Corazza propõe movimentos livres e leves, apostando na musicalidade para estimular o envolvimento dos alunos da terceira idade e quebrar resistências nas aulas de dança. 
A proposta foi apresentada na "Aula de ginástica: volta ao mundo", durante o 1º Cruzeiro Senior, em que cada parte do corpo representa um país. Com músicas características regionais, os movimentos vão surgindo, sejam sentados ou de pé. O ritmo dá a ordem para levantar as mãos, bater com o calcanhar no chão ou mexer a cabeça.  Na França, ao som de uma versão dançante de La Vie en Rose, os alunos exercitaram os braços. "Fazemos flexões, inclinações, exercícios aeróbicos, sem precisar rotular. E não tem certo ou errado, o segredo é fazer do jeito possível", explica Maria Alice. "Eles ouvem, sentem e executam, liberam endorfina e se sentem bem", acrescenta. 
Todas as aulas do método criado por Maria Alice Corazza procuram trabalhar os membros superiores, inferiores e a contração abdominal baixa, com o fortalecimento do assoalho pélvico. Neste momento, a professora falou sobre incontinência urinária e citou a campanha Xi... Escapou, o programa de conscientização sobre o problema, do Instituto Lado a Lado Pela Vida. "Precisamos falar com naturalidade sobre o tema. A incontinência tem consequências sociais e psicológicas, que fazem com que a pessoa evite tocar no assunto. Aceitar o problema e procurar ajuda já é um passo importante".
Maria Alice, que trabalha há mais de 40 anos com a terceira idade e escreveu dois livros sobre este público, conta o exemplo de uma aluna com mais de 60 anos, que tinha incontinência urinária severa. Com os exercícios das aulas e uma "lição de casa" diária, ela conseguiu adiar uma cirurgia de correção já agendada. "Em dois meses, os benefícios dos exercícios simples para o assoalho pélvico fizeram a diferença.  Ela não sarou, mas ganhou qualidade de vida, recuperou a autoestima e pôde retomar a vida social", destaca Maria Alice.

Fonte
Instituto Lado a Lado pela Vida