Hospital HSM realiza primeiro transplante de medula óssea do norte

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Transplante de Células-tronco Hematopoéticas (TCTH) é o nome que a ciência dá atualmente ao transplante de medula óssea. No Pará, o primeiro transplante da região norte foi realizado com sucesso pelo Hospital HSM – Centro Avançado de Oncologia, no último mês de maio, com autorização do Ministério da Saúde.
“Em menos de um mês todos os procedimentos foram realizados. A medula óssea da paciente foi estimulada através do uso de droga específica para aumentar a produção de células, com a finalidade de migrar para o sangue periférico e serem coletadas através do uso de equipamento específico de aférese. Após a coleta, as células-tronco são processadas e criopreservadas a -85ºC e mantidas até o momento da infusão. A coleta por aférese das CTH para o transplante de medula óssea é atualmente o método mais utilizado nos centros de transplante, por ser mais seguro, menos traumático e menos oneroso”, afirma a médica especialista em hemoterapia, Sílvia Teixeira, coordenadora do setor de transplante de medula óssea do HSM.
A paciente transplantada, uma mulher de 68 anos, é portadora de mieloma múltiplo, uma doença maligna da medula óssea, onde a opção terapêutica foi o transplante, com a expectativa de ampliar o tempo livre de doença dando uma maior qualidade de vida, considerando que é um tipo de câncer que não tem cura. O procedimento realizado foi o transplante autólogo, quando doador e paciente são a mesma pessoa.
Os efeitos colaterais do transplante são semelhantes aos da quimioterapia e da radioterapia. Um dos efeitos colaterais importantes é a diminuição das células do sangue, que pode levar ao aumento de risco de infecção e hemorragia. Por isso a paciente precisou ficar um período em observação, e no dia 02 de junho ocorreu o que os médicos chamam de “a pega” ou “enxertia medular”, e significa que a medula já está instalada e funcionando, o que já pode ser considerado que o transplante foi um sucesso. A paciente já recebeu alta.
De acordo com a médica, “o hospital está todo equipado, com laboratório de terapia celular, agência transfusional, equipe multiprofissional necessária e o ambiente propício para receber os pacientes, e se torna referência na região norte em mais um procedimento inédito”.
A equipe é formada por hematologistas, hemoterapeutas, infectologistas, biomédicos, bioquímicos, psicólogos, equipe de enfermagem, odontólogo e profissionais treinados das áreas de terapia intensiva e enfermagem. Marcos Laércio Reis e Thiago Xavier são os médicos habilitados para realizar o transplante.

Fonte Blog do Câncer