Um em cada seis homens terá câncer de próstata

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São esperados cerca de 68 mil novos casos de câncer de próstata neste ano somente no Brasil. Mais uma razão para que o homem se conscientize de que é preciso ir ao médico com maior frequência.

Os homens já aceitam fazer as unhas, receber intervenções cosméticas e até encaram cirurgias plásticas. Por outro lado, eles ainda são pouco ou quase nada receptivos aos tratamentos de saúde. O resultado disso é uma população masculina contemporânea com um visual até mais bonito, porém que continua a fazer parte de tristes estatísticas. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), os homens hoje vivem oito anos a menos do que as mulheres, reúnem o dobro de casos de mortes cardíacas comparado ao sexo feminino, fumam estatisticamente quase 10% a mais do que elas e nem sequer diagnosticam cânceres letais, como o de pulmão e próstata.

Neste Dia do Urologista, a SBU faz um alerta aos homens, pois ainda é pequena a procura para a realização de exames que diagnosticam o câncer de próstata no estágio inicial, seja por vergonha ou, simplemente, por puro preconceito. O que a maioria desconhece é que esse tipo de câncer, que é o mais incidente na população masculina, se diagnosticado logo na fase inicial, tem grandes possibilidades de cura.
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) calcula cerca de 68.800 mil novos casos de câncer de próstata neste ano somente no Brasil. Esses valores correspondem a um risco estimado de 70,42 casos novos a cada 100 mil homens. Na região Norte são 30,16/ 100 mil casos e, no Pará, especificamente, esta taxa é de 25,09 casos a cada 100 mil homens. Mais uma razão para que o homem se conscientize de que é preciso fazer exames de diagnóstico precoce e ir ao médico com maior frequência. No Brasil, a doença é responsável por 6% do total de óbitos de homens.
Rastreamento – Conforme o urologista João Frederico Andrade, do Hospital HSM – Centro Avançado de Oncologia, o câncer de próstata acomete homens principalmente a partir dos 60 anos, sendo menos frequente entre os 40 e 60 anos e raro abaixo dos 40. Segundo o especialista, não existe nada que comprove a causa direta para o aparecimento do adenocarcinoma prostático, mas a hereditariedade é fator de risco elevado. “Também não existe associação com álcool, fumo, hipertensão, diabetes. O câncer de próstata é assintomático nas fases iniciais. Quando apresenta sintomas é em fase tardia de metástase óssea, obstrução urinária e insuficiência renal. Esse é o grande motivo do rastreamento precoce, pois o diagnóstico em fase inicial tem mais de 90% de chances de cura”, afirma o médico.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que seja feito o rastreamento precoce de câncer de próstata a partir dos 40 anos com exame físico (toque retal), PSA – exame de sangue que detecta a dosagem de antígeno prostático específico no organismo – e ultrassonografia da próstata. “Se houver alteração no PSA ou no toque retal deve ser indicado com biópsia transretal da próstata para confirmação do diagnóstico”, orienta o especialista.
 Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia